E crente tem cérebro?

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Já passava das onze da noite quando entrei naquela pizzaria no centro da cidade. Como havia chegado cedo, a atendente pediu que eu aguardasse um pouco, pois minha pizza estava quase pronta. Enquanto esperava observei em uma mesa quatro jovens conversando. Duas moças e dois rapazes. Pelo que tudo indicava eram dois casais. O diálogo que ouvi foi mais ou menos assim:

– [...] dói demais, mas vale a pena se você se identifica! – disse uma das jovens.
– Com certeza! Eu sempre quis fazer. Na verdade ainda vou fazer, mas hoje não tenho coragem. – concordou a outra moça.
– O Fer queria fazer uma tatuagem também, mas disse que veio um pastor na igreja dele e falou que na Bíblia tá escrito que não pode fazer tatuagem porque é marcar o corpo, Deus não gosta e blá, blá, blá… E agora ele pensa que é errado ter tatuagem! – disse um dos rapazes provavelmente se referindo a algum conhecido deles.

O outro rapaz que até então permanecia quieto, disparou em um tom de voz que chamou a atenção:
– Ah meu Deus! Pensa como? E crente lá tem cérebro?!

E então eu parei de acompanhar a conversa da mesa alheia. Fiquei com aquele “Pensa como? E crente lá tem cérebro?” martelando na mente. E comecei a pensar (sou crente, mas ainda costumo fazer este “exercício”) em uma enxurrada de coisas.

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Evangelho todo para um homem todo

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Como discípulos de Cristo,
temos que seguir seu exemplo.

Temos corpo, alma e espírito. Esses pilares de quem somos são indissociáveis. São as partes que formam o todo. Se um deles não estiver plenamente estruturado, afetará a estabilidade dos outros pilares. Na faculdade de medicina, aprendemos sobre atender os pacientes com uma visão holística. Nunca pensei que a forma como olho para uma pessoa – não apenas como um coração doente, mas como uma pessoa que ama, que sente fome e frio, que tem família, que precisa ser ‘salva’ – se aplicaria tão bem a como eu compreendo (e vivo) o Evangelho.

Não podemos, como Igreja, nos limitar a acreditar que nossa função como corpo de Cristo se acaba quando uma pessoa se converte. Na verdade, acredito que esse é apenas o primeiro passo na jornada. A partir do momento em que ele decide morrer para si mesmo, é quando tenho que ajudá-lo a viver para Cristo em todas as áreas da sua vida.  E é por isso que não posso dividir a espiritualidade das outras necessidades básicas do meu irmão. A ordem espiritual é incontestavelmente a mais importante, porém não posso me esquecer do emocional, físico e mental, pois todas essas se complementam e completam. Abraçar meu irmão, ensiná-lo a ler, dar-lhe uma cesta básica são atitudes espirituais também! Deus é Amor e permanecer Nele é viver uma doação constante de quem eu sou para o que se cumpram os Seus planos na vida do meu próximo. Afinal, de que adianta eu orar antes da minha refeição para que Deus abençoe e supra a fome do meu irmão da igreja, se eu não divido o pão que tenho com ele? Jesus disse ‘ide’. Implica uma ação da minha parte que alcance os que estão ao meu redor em sua totalidade.

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A crucificação e a Páscoa Judaica (3 de 3)

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Depois de temos aprendido sobre Maria de Betânia, Judas iscariotes, Pedro, Caifás, Poncio Pilatos e Barrabás, hoje falaremos sobre estes: Simão Cirineu, Maria Madalena e o Centurião Romano.

Simão Cirineu

Todas as vezes que alguem era crucificado , os soldados romanos os sujeitavam a grandes surras de açoites antes que ela fosse levada para a execução propriamente dita. Jesus já estava fraco porque havia apanhado muito dos romanos, foi ai que aparece Simão, o cirineu.

A bíblia relata em Marcos 15:21 que Simão estava voltando do campo depois de mais um dia de trabalho no campo, ele nem estava entre a multidão que via a crucificação, mas os soldados fizeram com que ele sentisse o peso da cruz de Cristo e ajudasse ele a leva-la até o local da crucificação. A palestina estava dominado pelos romanos que adoravam fazer com que os judeus fizessem tudo. Era uma realidade de um governo opressor.

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A crucificação e a Páscoa Judaica (2 de 3)

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Dando continuidade aos estudos sobre a páscoa judaica, a cruz e os personagens da Cruz, hoje vamos falar de mais 3: Caifás, Pilatos e Barrabás. Se quiser retomar a primeira parte do estudo pode encontrar aqui.

Caifás

Caifás era uma espécie de arcebispo de Jerusalém, pertencia a uma classe importante. Antes de analisar a postura deste homem, devemos considerar sua importãncia e não podemos cair na inocência de desvincular política de religião, pois este homem era o mediador entre Pilatos e o povo judeu, como se fosse um primeiro ministro, tinha um dos encargos mais difíceis, mas pelos relatos bíblicos gostava bem de exercê-lo, sentia se até orgulhoso de ocupar o cargo. Era ele a figura quem sofria a pressão entre o muro politico de Roma e seu povo, os judeus.

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A crucificação e a Páscoa Judaica (1 de 3)

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Jesus morreu em um feriado considerado um dos mais importante para a cultura judaica, mas a sua crucificação já havia sido anunciada antes mesmo do seu nascimento pelos profetas do antigo testamento.

É na páscoa que Jerusalém recebia pessoas de todas as regiões para que pudessem participar dessa festa judaica. Jesus sabia que seu final estava próximo e por isso alertou alguns personagem que passaram suas ultimas horas de que isso aconteceria em breve.

Suas reações foram as mais diferentes possíveis, alguns influenciaram indireta e diretamente para que ela acontecesse e outros não aceitavam que o Filho tivesse o final que tivera e tentaram evitar que isso acontecesse.

Vamos estudar rapidamente algumas dessas pessoas que são personagem da crucificação, e que nos ensinam muito, mas nós esquecemos de percebê-los. Esta é a primeira parte de uma uma série  que possuem 3 partes. Quer aprender sobre as ultimas horas de Jesus e quem esteve la? Vamos meditar!

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Ainda é sexta-feira

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Precisamos sair da sexta-feira
e crer na ressurreição de domingo.

Era uma sexta-feira, na noite anterior Jesus havia sido preso e humilhado pelos guardas romanos. Logo pela manhã foi levado à presença de Pilatos para ser julgado por um crime que não fazia sentido, pois o homem que pregou o amor foi acusado de perturbar a paz do povo judeu.

Aquele dia havia sido predito pelo próprio Cristo, porém seus seguidores se recusavam a acreditar. Seus seguidores há anos esperavam pelo messias que viria como um grande rei, que lutaria contra a opressão romana, que faria uma reforma tributária, que mudaria o jogo e partiria para o ataque. Porém mesmo provando que não veio para isso, nem os doze acreditaram.

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