Apenas uma história sobre liberdade e amor

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O amor te liberta de viver para você mesmo.

Sabe aquela histórinha de ‘era uma vez’ em que o rei, para cobrar uma dívida, prende a princesa, mas acaba se apaixonando por ela e a princesa começa a correspondê-lo também? Mesmo estando apaixonada, a garota pede ao rei que a liberte para que possa rever seu povo, mas promete que se ele a deixar livre, ela seria sua para sempre. Pois é, esse conto que parece brincadeira para criança dormir, na verdade, pode nos ensinar muito sobre como o amor deve (ou não) ser.

Desde pequenos, através dos desenhos animados, dos filmes, dos livros e das novelas, somos conduzidos a uma noção equivocada a respeito do ‘amor’. Crescemos na expectativa do momento em que nossa vida irá reproduzir o famoso final feliz, com a esperada chegada do príncipe/princesa que irá nos preencher e nos pertencer. Sonhamos com um relacionamento que se enquadra exatamente nos requisitos que escolhemos e então acabamos aprisionando as pessoas que tanto amamos, submetendo-as à nossa sensação de posse, que pode levar ao ciúmes, à manipulação e até frustração quando a pessoa foge ao padrão que esperamos que ela seja. Com isso, uma geração inteira tem se formado com uma ideia distorcida sobre a verdadeira motivação dos relacionamentos. As elevadas taxas de divórcio (1 para cada 3 casamentos, de acordo com o IBGE em 2012) podem comprovar que estamos seguindo o caminho errado. Para Deus não há outra forma de construir e manter relacionamentos, que não seja através do amor. Mas afinal, que amor é esse?

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Sobre o papo de profissional da fé

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Sonho com pastores que queiram mudar o mundo,
amando gente e sofrendo com e por elas.

Não entendo o que chamam de pastor hoje em dia. Aquilo que foi em outros tempos um legado, exemplo de fé, da graça e do amor, e resposta ao chamado de Deus, hoje se torna profissão, e cada vez mais, o cuidado com as vidas é colocado para além ou após a importância do púlpito. Explico: pastor bom é aquele que prega bem, que fala bonito e que tem palavra.

Gosto de caras como Charles Haddon Spurgeon. O li e acredito em várias das coisas que disse, e algumas de suas dicas busco com veemência para mim também. Contudo, palavras de Spurgeon em seu tempo como “pastor tem que saber pregar”, “é a palavra que atrai ovelhas”, e por aí vai, precisam ser entendidas para sua época, seu contexto e não generalizada. Spurgeon falava ao seu rebanho, e dadas as devidas proporções, precisamos aprender o que os homens de Deus ensinam, para quem ensinam e o porquê ensinam. Entendendo que não se tratam mais de orientações ao pé da letra, mas de reflexões possíveis em todas as épocas.

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E quando coisas ruins acontecem?

coisas

O mal que nos sobrevém pode ser para
nosso aprendizado, para modelar nosso caráter.

Esse questionamento antigo que eu já havia abandonado há um bom tempo voltou a minha mente esses dias, talvez porque está fazendo seis meses que meu pai se foi, ele não morreu de uma forma heroica, mas sem dúvida foi muito corajoso em enfrentar a morte depois de dois longos anos de doença e dor. Era um homem bom, mas para mim era o melhor e como tantas pessoas se perguntam, eu também me perguntei se era necessário ter que passar por tanto sofrimento e qual a causa de tanta dor.

É comum nos momentos de catástrofes, acidentes e dor intensa, questionarmos a nós mesmos, a vida e a Deus a razão das desgraças que acontecem. Uma prova disso é o livro de Jó, homem bom, integro e sincero, temente a Deus, mas que passou por tantas dores, morte de entes queridos, doença e abandono. Ele também teve muitos questionamentos a respeito da vida. Bem, Jó teve um final feliz apesar de tudo, mas eu não tenho a garantia de que todos os finais das histórias serão felizes também.

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Na Caverna ou na Cruz, ali Deus estará

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Deus não está ausente, Ele tem um plano
perfeito para você.

O mundo clama por ajuda, clama por respostas e soluções rápidas para o seus problemas. As livrarias estão repletas de livros de auto-ajuda, basta fazer uma pesquisa rápida no publishnews que você encontra uns cinco livros desse segmento entre os dez mais vendidos.

O clamor das pessoas por soluções é justo, principalmente daqueles que ainda não conheceram Cristo, o único que pode carregar nossos fardos – “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.” Mt 11:28

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Discipulado, reconhecendo o mestre!

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Discipular é mais do que seguir apostila.

Estive pensando um pouco sobre discipulado. É, aquela história de vida na vida, de encontros contínuos, de aprender junto, de caminhar junto. É, aquela história que começou aquilo que hoje chamamos de igreja, ou aquilo era pra ser A igreja e hoje a gente tem alguma outra coisa sem nome.

Pois bem, entrei em choque. Porque discipulado hoje é fora de moda, é ultrapassado, é incomodo e ninguém se submete. Hoje, existem tantas apostilas que ensinam, pensam, fazem, mostram como discipular, que mesmo cumprindo as etapas orientadas por esses materiais, temo estar formando consumidores de religião e não pequenos Cristos prontos para revolução.

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Deus, graça e a sua desculpa para uma vida torta

graca

A graça não é o oposto de esforço,
mas sim do mérito.

“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge.” (1 João 5:18)

Ao longo da história da igreja protestante, a graça sempre foi parte dos assuntos principais trabalhados no contexto eclesiástico, ao lado do amor, fé, esperança, alegria, entre outros. Com a ascenção do movimento neo-pentecostal no Brasil e também a popularização dos movimentos avivalistas, uma espécie de evangelho humanista tomou conta do país, onde a graça passou a ficar esquecida em algum canto da Bíblia, e passou-se a valorizar a obra humana, colocando-se a santificação, as obras e etc no centro da relação homem e Deus.

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