A Oração que tudo resolve

oração

Confiar em Deus é ter a certeza que ele terá
o melhor pra mim

Orai sem cessar. É o que a bíblia diz e assim que tem que ser. Entretanto, percebo que há uma tentativa dos ególatras religiosos em transformar suas orações em uma ferramenta para conquistar coisas do Divino. Funciona mais ou menos assim: Eu faço um pedido (E eles geralmente são um carro, uma casa, material escolar para meus filhos, um cargo mais elevado no trabalho, uma vaga no concurso publico, uma causa na justiça, uma salário maior) para Deus, e em troca esse Deus precisa da minha devoção, precisa do nosso sacrifício em orações, precisa do jejum, precisa das velas em altares da casa, precisa de mim para que sua palavra não seja esquecida, precisa da minha ajuda para transformar o mundo, enfim, ele precisa de alguma coisa barganhada para mexer as mãos em prol da minha causa. Contudo, essa politica enganosa de oração não passa de construção de um Deus ídolo. Isso é pura religiosidade. Para começar, se admitirmos essa bobagem, anulamos os efeitos da cruz, tendo que montar nosso próprio holocausto de sacrifícios. Isso tudo é mentira, mas por nos dar a impressão que sempre tem uma esperança no fim do túnel, nós damos créditos a essas crendices.

Os mais antigos diziam expressões que são jargões mal usados como: “Fizemos uma reza brava”, como se Deus não tivesse outra alternativa diante do esforço que os fiéis fizeram, alguns passam horas e horas orando, dias e dias sem comer alguma coisa ou sobem muitos degraus de uma escada de joelhos por uma causa, sendo que Cristo já pagou o preço por tudo.

Outra frase mentirosa é: “A oração move o coração de Deus”. Deus é fiel sim, mas é fiel a Ele próprio e seus planos e não a nós. Oração não é um formulário para que entre com um requerimento, coloque suas justificativas e fica pendente da aprovação de Deus ou não. Deus é menos burocrático que isso. Atende-nos pela suas próprias razões.

Talvez a  frase predileta dessa geração que não conhece o deus da bíblia é: “Ora que melhora”. É o maior placebo sentimental que inventaram, pois essa oração, não admite que falar com Deus serve para compartilharmos nossas angustias, nossas vilezas, nossos pensamentos internos com Ele, mas transforma a prece em uma ferramenta para amenizar a situação, ou o sentimento de derrota. A oração sincera é composta não de um remédio, mas de uma cura completa.

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Bom Testemunho

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Não é nada disso que você está pensando.

Pode fazer o teste. Pegue uma câmera e um microfone, dê uma de repórter e saia por aí questionando as pessoas: “Como você descreveria um crente/cristão?”. A resposta, quase que na totalidade será mais ou menos assim “Crente é aquele cara que não bebe, não fuma, não faz sexo fora do casamento, não dança, não festa, não curte a vida!”. Mas será este o real testemunho que deve portar um cristão?

A Bíblia conta que os discípulos de Jesus Cristo foram chamados cristãos pela primeira vez em Antioquia (At. 11:26). E assim foram chamados após reunir muita gente e ensiná-las, ação realizada repetidas vezes por Jesus. Eram testemunhas de Cristo por ensinar aquilo que ele ensinava. Mais do que isso, foram chamados cristãos por trilharem radicalmente o caminho de vida pelo qual Jesus andou.

Bom testemunho não é a melhor das expressões para caracterizar Cristo.

Se descrevêssemos apenas o comportamento (sem citar o nome) e pedíssemos para qualquer cristão do tempo presente avaliar o modo de vida de Jesus, sem dúvida ele reprovaria o comportamento do Mestre. Comer com estelionatários, beber com agiotas, ser amigão de prostitutas, puxar conversa com divorciadas promíscuas, tocar leprosos de que todos desviavam o olhar e dormir nas casas de inimigos do povo não pode ser a descrição de um bom testemunho. No entanto, Jesus conseguiu um feito único (impossível em nossos dias diriam alguns): sustentar a fama de homem de Deus ao mesmo tempo em que abraçava os puxadores de fumo, traficantes, travestis e soropositivos do seu tempo.

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A Boa Nova que nos faz gente

batismo

A experiência do novo nascimento é a mais profunda
que alguém pode sentir! 

“Trazendo sempre por toda parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos. E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal.” 2 Coríntios 4:10-11

Sou jornalista. Presenciei muitas notícias que mudaram o trajeto da vida de muitas pessoas. A notícia de Jesus é uma delas. Não é possível ter contato com Cristo e manter a mesma vida que se tinha antes. A proposta de Jesus é nos fazer novos a partir do caminhar com Ele. Paulo vai falar que “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. ” (2 Cor 5:17)

Muitos utilizam-se dessa palavra para enfiar religião goela abaixo nas pessoas, entretanto ter a nova vida não é seguir uma nova religião. Já cansei de ouvir gente dizendo que ser cristão é mudar de comportamento, como se isso garantisse a vida eterna. Se eu bebia, agora, não bebo mais. Se eu roubava, agora, não roubo mais. Mas a pergunta que gostaria de levantar é: Ter um bom comportamento é suficiente para nos fazer novos em Cristo?

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A obediência que devemos ter

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Além de toda verdade teológica presente na parábola dos dois filhos contada por Jesus e registrada em Mateus 21: 28-32, há também dois exemplos de obediência manifestadas por esses dois filhos. O primeiro filho disse que ia obedecer ao chamado do pai e não o fez, e o segundo filho disse que não obedeceria ao chamado do pai e no final, arrependeu-se e o fez. A pergunta que Jesus fez para seus ouvintes cai para nós hoje: “Qual dos dois fez a coisa certa?”. Entendo que, assim como responderam os ouvintes de Jesus, o filho que fez o que o pai queria foi quem fez a coisa certa. Entendo ainda que essas duas respostas dadas são bem comuns no nosso cotidiano cristão. Duas respostas que refletem dois tipo de obediência: falida x verdadeira.

Obediência falida

A obediência falida vem do impulso. O filho disse rapidamente que ia quando o pai deu a ordem. Resposta no impulso e sem reflexão. No nosso caso dos dias de hoje, a obediência falida vem do “oba-oba” da religião. O ministro de louvor fala algumas palavras e pede que repitamos, a música diz “vou te obedecer, vou fazer tua vontade”, a camiseta da grife gospel diz que Deus é quem me controla. No impulso, no “oba-oba”, sem reflexão, sem arrependimento, sem regeneração.

Por ser fruto do “oba-oba”, essa obediência se manifesta cheia de orgulho, na forma do “sou mais crente que você”. Isso porque “eu estou dizendo que vou obedecer e você que fica aí meio que na dúvida, refletindo, ficou pra trás, sou muito mais crente!”. Quase como o fariseu de Lucas 18:9-14, que se achava “mais crente” que o publicano do lado. Pra bem da verdade quem se acha melhor que qualquer outra pessoa, perdeu algo essencial do caráter de um cristão: a humildade. E é justamente em meio aos holofotes que a obediência falida dá as caras. Pelo fato de estar diante de muitos é que a obediência falida quer aparecer. Se lermos com atenção os primeiros dezoito versículos de Mateus 6, iremos perceber que Jesus não curtia pessoas que cumpriam a lei apenas para se aparecer. Afinal, não é errado ser visto obedecendo, mas obedecer para ser visto sim.

No fim das contas, fato é que a obediência falida é, na verdade, desobediência. Obediência parcial é um eufemismo para desobediência.

Obediência verdadeira

Diferente da obediência falida que é fruto do impulso, a obediência verdadeira é fruto de arrependimento. Arrependimento este gerado pela graça de Deus. Foi o que aconteceu com o filho que disse que não ia, mas que se arrependeu e foi. Arrependimento não é um simples “concordo que errei”, ou um ficar triste. Gosta da palavra grega metanoia, traduzida na bíblia como arrependimento. Metanoia é mudança de mente, ou, melhor, expansão do modo de pensar. Quem se arrepende, não volta a fazer o que fez, pois expandiu o modo de pensar.

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O evangelho pró-Jesus, mas anti-cruz

CROSS

“Daí em diante, Jesus começou a dizer claramente aos discípulos: — Eu preciso ir para Jerusalém, e ali os líderes judeus, os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei farão com que eu sofra muito. Eu serei morto e, no terceiro dia, serei ressuscitado. E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.” (Mt 16:21-23)

Eis uma lição essencial para quem denomina-se cristão. O texto nos mostra que Pedro, assim como todos os discípulos, se chocaram com o anúncio da crueldade da cruz feita pelo seu mestre. Realmente eles gostavam de estar na presença de Jesus, ainda mais depois de tudo que haviam visto ele fazer, mas será que entendiam que Jesus era o Cristo? Dentre os judeus, sempre houve uma espera por aquele chamado “Messias”, que era o ungido de Deus para redimir a humanidade e depois de ter feito uma série de curas, ficou evidente que Jesus era esse Messias que eles tanto esperavam. Mas porque o espanto de Pedro quando o próprio Jesus revelou o que estava para enfrentar?

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Os perigos do privilégio

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Ser cristão é viver no limite

Não sei bem porque motivo nossas comunidades não tem nos ensinado mais isso. Pelo contrário, sempre saímos do culto com a impressão de que por sermos cristãos nos daremos sempre bem – da perspectiva da noção de sucesso do mundo – diante da vida. Adoramos perceber Deus assim, mas Ele nunca nos prometeu isso. Por algum motivo, esquecemos o convite claro que Jesus faz aos que lhe seguem: Abandonar tudo e segui-lo. Nossa crença está posta diante de um Deus que é apenas uma ideia  que pode ser um conceito, uma filosofia, uma teologia, mas quando é necessário enfrentarmos uma situação crítica, as pernas da fé bambeiam e podem até cair.

Ser servo é saber que nós não determinamos nada a nosso respeito. A partir disso, constatamos que nada em nossa vida é nosso, nossos pais e filhos não são nossos, nosso dinheiro não é nosso, nossos maridos e esposas não são nossos, nossa saúde não é nossa, nossa vida não é nossa. Isso é dependência Dele. Ser servo de Cristo não é viver em uma bolha impenetrável, imune a maldades, mas pelo contrario, a bíblia diz que “no mundo tereis aflições” (João 16:33). Já parou para pensar o que significa isso? Jesus vai dizer que ser servo dele e segui-lo é atrair para si as hostilidades desse mundo. “Lembrai-vos da palavra que vos disse: não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardarem a minha palavra, também guardarão a vossa.” (João 15:18). Parecem pesadas essas palavras, mas a dureza delas é vencida pela certeza de que Cristo é o nosso sustento. Será que ainda acreditamos no que Cristo nos diz?

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