Deus, o Pai de filhos mimados

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“Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Ora, qual o filho que não é disciplinado por seu pai?” (Hebreus 12.7). “Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem.”(Salmos 103.13).

​Na bíblia existem algumas analogias para descrever o relacionamento entre Deus e a humanidade, são elas: Pai e filho, noivo e noiva, pastor e ovelha, dentre outras. Essa é uma maneira do homem ter uma pequena compreensão, dentro de sua visão limitada de como Deus se relaciona com ele. Olhando sempre sob a perspectiva de que o amor de Deus não se compara ao amor de um pai, mas o amor do pai que é comparado ao amor de Deus. Deus é perfeito e é o próprio amor, o homem por sua vez é imperfeito e reflete o amor que lhe foi dado.

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Sobre trono no coração e a idolatria gospel

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 “Uma masmorra com Cristo é um trono, e um trono sem Cristo é um inferno” (Martinho Lutero)

Cada vez menos falada, um dos grandes problemas que o modelo evangélico enfrenta nos tempos atuais é a questão da idolatria. Se por um lado, alguns evangélicos adoram repudiar os cristãos católicos por acenderem velas e ajoelharem diante de imagens de barro, por outro lado, se esquecem que o conceito bíblico de idolatria vai um pouco além disso. Alguém já disse que idolatria pode ser simplesmente traduzida como adorar a criação ao invés do criador. Em um mundo regido por um sistema  capitalista, isso é muito comum, uma vez que os indivíduos cada vez mais buscam em pessoas de fama e aparente sucesso um norte para suas vidas, uma inspiração, ou até mesmo a razão de sua existência.

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Contra quem você luta?

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‘Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão.’ (Efésios 6:12)

Já estou, infelizmente, acostumada a abrir o jornal e ver dezenas de notícias ruins sobre violência, corrupção, roubos e uma porção de outras coisas (in)imaginavelmente ruins. Essa semana, porém, ao ver a quantidade de pessoas mortas durante os conflitos entre Israel e a Palestina me fez lembrar que isso não é normal. Fiquei atordoada também de pensar que o avião que caiu na Ucrânia pode ter sido derrubado. Milhares de vidas que são perdidas todos os dias pela guerra.

Sei que são assuntos complicados e que envolvem mais do que religião, economia, geopolítica e tantas outros fatores que não são o foco desse texto. Mas sei também que essa realidade cruel, embora pareça, não está tão longe de nós. Estamos tão habituados com tudo isso, que temos feito também, sem perceber, das nossas vidas um tabuleiro de WAR. Queremos comandar e ter o poder no trabalho, em casa, nos nossos relacionamentos e até na nossa vida com Deus. Queremos ser o general, que tem a palavra final e nesse percurso, vamos acumulando ‘inimigos’, batalhando contra todos aqueles que de alguma forma impedem que as coisas aconteçam como queremos.

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Lulu Santos e o clamor pela Vida

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“Já não tenho dedos pra contar; De quantos barrancos despenquei; E quantas pedras me atiraram; Ou quantas atirei; Tanta farpa, tanta mentira; Tanta falta do que dizer; Nem sempre é “so easy” se viver.”

“Hoje eu não consigo mais me lembrar; De quantas janelas me atirei; E quanto rastro de incompreensão; Eu já deixei; Tantos bons quanto maus motivos; Tantas vezes desilusão; Quase nunca a vida é um balão”

Não é a primeira vez que me deparo com Lulu Santos e repito com ele algumas orações sinceras de coração rasgado no meio de uma semana turbulenta. Creio estar diante de um profeta que nem mesmo tem consciência de tal fato, aliás com esta guerra gospel mercadológica, esta situação vem se tornando cada vez mais corriqueira, pois como está registrado no evangelho de Lucas 19.40: “…se eles se calarem, as pedras vão falar por eles (versão A mensagem)” E, meus amigos, as pedras estão clamando.

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O que podemos aprender com os alemães?

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O Felipão aprendeu sobre tática, a CBF aprendeu sobre organização e nós, Cristãos? Que proveito podemos tirar desse time campeão?

Semana passada, nós, brasileiros, enfrentamos o maior vexame da história do futebol mundial, aquele 7 x 1 para Alemanha. Isso todo mundo sabe, foi a notícia mais comentada do mundo, foi recorde de memes e postagens no facebook, e em meio a esse vexame fomos acometidos da Síndrome de Estocolmo, e nos tornamos torcedores apaixonados do nosso carrasco.

A Alemanhã veio ao Brasil para cumprir uma grande missão: ganhar a Copa do Mundo para os germânicos, e conseguiram, foram campeões. Como amante do futebol foi maravilhoso ver a competência alemã em campo e como cristão me deu vontade de observar e aprender com eles, visto que também tenho uma grande missão para cumprir: ganhar o Mundo para Cristo.

Então vamos lá, resolvi listar abaixo pelo menos 5 pontos fundamentais utilizados pela equipe de Joachim Low na conquista da sua missão e analisar se funciona também no cumprimento da nossa missão.

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O deus do mercenário

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“E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”. (Atos 2.43-47)

Eu nunca precisei ser ensinado sobre dízimo. Sério, sempre achei bonito no final do culto o pastor da igreja local onde frequentava chamar a frente os irmãos que gostariam de colaborar, e que haviam trazido ali a sua oferta voluntária a Deus.
Confesso sim que nos meus tempos de rebeldia, essa parada me incomodou um pouco, e ainda incomoda. Pensar que senhoras simples deixam, muitas vezes de comprar coisas necessárias para a manutenção do seu lar para ofertar em altares e urnas em busca da promessa do “suprimento de Deus”.

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