Como ser obediente e livre ao mesmo tempo

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Jesus aprendeu a obediência por aquilo que sofreu. É um tanto quanto louco saber que Deus entrou em discordância contra… Deus! No jardim do Getsâmani houve a luta da vontade de Jesus em conflito com o mandamento do Pai, que era dar a vida em resgate de muita gente. Jesus não desejava ir até a cruz e entrou em crise; suou sangue e soou como um rebelde. Parecia até gente de verdade…

Obedecer é fazer a vontade de outra pessoa. E isso dói.

A obediência pressupõe pelo menos uma vontade diferente da nossa, uma vontade conflitante – do contrário não seria obediência. Toda a natureza humana de Jesus queria abandonar o barco, mas toda a vontade do Pai era que ele fosse até o fim. Que luta! E foi fiel até a morte. E foi obediente. E foi isto a causa de nossa libertação. E permaneceu no Pai, perfeitamente vinculado por meio do amor na obediência.

A vida cristã é exatamente assim, não é? Aquele Espírito de Deus prometido nos confere o poder para fazer, acima de tudo, aquilo que é contrário a nossa vontade. Falar em ‘domínio próprio’, o que te lembra? E o que dizer sobre ‘amar nossos inimigos’? Dói, mas é o evangelho. Nem sempre é mole, mas é doce: é igual rapadura.

John Wesley recomendava que o homem em tudo negasse sua própria vontade, não importa quão prazerosa, e fizesse a vontade de Deus, não importa quão dolorosa. Temos de ter a coragem de amar, no poder do Espírito, ainda que tudo em volta nos induza ao contrário. Isso é fé em Cristo. ‘A si mesmo se negue’ disse ele. Dia a dia tome a sua cruz e siga-o. Simples assim.

Quando tivermos de escolher entre o prazer da nossa vontade e a obediência simples ao mandamento do amor, que saibamos recorrer ao Espírito Santo, invocar o seu tremendo poder e amar como se amássemos. Permaneça no amor! Amar segundo Cristo não é sentir atração ou afeição, é perder a vida para ganhar vida. É fato e verdade. É loucura!

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Acho que ‘basta’ obedecer o mandamento do amor

A gente anseia sair de casa, ir à África “fazer missão” e amar ao próximo, mas não obedece o mandamento do amor dentro de casa. “É mais fácil amar de longe”, disse um amigo. Amar de perto é coisa de Jesus. A gente ama os pobres de longe e fere os amados de perto.

Caminhar na obediência ao mandamento do amor, por meio do Espírito, nos liberta da condenação, de nós mesmos, dos outros e do Maligno. Somos livres em Cristo. Tudo nos convém, mas não seremos escravos de nada. Não devemos nada, senão o amor.

Não obedecer o mandamento do amor é ser escravo de tudo, exceto de Deus. É ser servo do ódio, da inveja, do prazer em si mesmo, da mentira, do diabo, da glutonaria e de tudo que consome vida.

A loucura do ‘ser livre é obedecer’

Quer ser livre diante de Deus, dos homens e si mesmo? Obedeça a Deus, em vez dos homens. Obedeça ainda que morra. Ande como Jesus andou. Seja discípulo, não uma pessoa que diz conhecer Jesus como Senhor.

Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão. 1Jo 3:10. Cumpra as obras que Deus preparou de antemão. Quais são estas obras? Um velho crente já disse: são as obras do amor. Permaneça no amor e seja verdadeiramente livre; e livre pelo amor de Deus!

 

Bernardo Pires Küster é cristão, estudante de Teologia e escreve também em sua página no Obvius 

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