O evangelho simples de Jesus

E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado” (Mateus 13.10-11)

Considero cômicos alguns assuntos e conversas nos bastidores cristãos. Sabe aquele tipo de conversa que os novos convertidos não tem “maturidade” para compreender?

Ainda acho mais cômico os sermões (sério!), alguns sermões são mais semelhantes ao idioma “élfico” do “Senhor dos anéis”, do que uma revelação genuína do evangelho de Cristo.

Explico a minha razão para pensar assim.

Jesus, em seu ministério, não apresentou em nenhum momento, palavras difíceis, nomenclaturas mais requintadas, nem mesmo uma “oração em línguas” durante seus sermões, ao contrário, para anunciar o Reino, Ele simplificava.

Entendo que a inteligência e complexidade de vocabulário não são características a serem desperdiçadas, ou mesmo condenadas. Contudo, de pouca, ou nenhuma inteligência é, acreditar que quanto mais misterioso parecer o recado para a congregação, mais Deus estará “se revelando”.

Penso que Deus se incomodou tanto com a mistificação que os judeus idealizaram a seu respeito, que decidiu vir em forma de homem para nos ensinar como a coisa funciona.

Com a religião, os costumes, as leis, as obrigações e os momentos “hiperespirituais”, somos levados a criar ídolos (montes, templos, pessoas, louvores, ambientes no momento da experiência) e muitas vezes nos esquecemos dAquele que é o mais importante e deve conosco independente de todos os anexos.

Não creio que Jesus esteja interessado em te proporcionar arrepios, creio que Ele esteja interessado em transformar teu caráter. E teu caráter vai arrepiar o mundo com a simplicidade que você aprendeu a encontrar no Mestre.

E, quando alguém pergunta os “por quês” de determinados assuntos, não debata, não opine, não tente defender uma teoria criada por “achismos”. Responda que aprendeu a enxergar a simplicidade de Deus, no relacionamento pessoal; na autoanálise e autotransformação de áreas que o Espírito Santo deseja tratar; na aceitação imerecida das pessoas e no amor com todos.

Deus é tão simples, e na maioria das vezes, nós é que atrapalhamos a Sua própria revelação aos que O buscam.

E mais uma coisa, que aprendi pela dor, e estimulo você a evitar esse mau para si: Deus é Deus em favor da vida, não se preocupe em “proclamar o Reino” se o fim não for o mesmo.

Com isso, não quero evitar polêmicas ou denúncias, só não pregue um evangelho que nos faz “engolir” Jesus e não está disposto a trabalhar minha vida como um todo.

Não pregue um evangelho que de boa notícia, parecerá uma notícia esquisita.

Pregue o evangelho da partilha, que vai contra as técnicas e desculpas que usamos para o acúmulo.

Pregue o evangelho da comunhão, que faz com que você deixe de lado seus “mimimis” e viva de forma intensa o amor do Senhor manifestado através dos seus irmãos.

Pregue o evangelho da graça, que te coloca com os pés no chão, mostrando quão carente dela você continua sendo.

Pregue o evangelho que é uma pessoa e não um livro, uma ciência ou um estudo a ser realizado.

O evangelho é luz, para esclarecer e não estranheza para agradar.

Que o Senhor nos livre, nos conduza, nos oriente e ensine que nós carecemos do Seu amor e entendimento para fazer tudo da maneira como Ele quer que nós façamos, a maneira correta, a Sua simples maneira.

Graça e paz. Em amor.