O inferno nem é tão longe

“Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Por isso Deus os abandonou às paixões infames.” (Romanos 1.24-26a)

Que o nosso evangelicalismo rompeu com sua herança histórica não é novidade. A igreja, apesar de se dizer não participante do mundo, segue o caminho da “evolução” – busca sempre melhorar os métodos. Substituímos a verdade “pelo que funciona”. Digo isso porque quando tratamos das coisas de Deus geralmente preferimos exaltar aquilo que mantém as pessoas dentro dos templos e que de forma as fazem felizes desconsiderando o que a Palavra tem dizer.

Nesse sentido, o principal tema que talvez prefiramos não tocar, é o inferno. Quando falamos em pecado, podemos até ser duros, mas dificilmente lembramos de seu fim.

O pecado não é algo que apenas nos faz mal fisicamente, socialmente ou emocionalmente. Nossa rebelião traz separação entre nós e Deus. Sua majestade santa simplesmente não pode conviver com nossa maldade. Apesar dos esforços de todos os holofotes e a barulheira dos nossos shows “gospel”, percebemos que a verdade não pode ser calada: somos imundos. Não há nada de bom em nós mesmos.

E não apenas isso, mas as escrituras possuem inúmeros textos que revelam o quanto somos miseráveis e o quanto Deus sente aversão de nossa natureza perversa. Pecado não é brincadeira. Apesar da baboseira frouxa que pinta um Deus fraco e condescendente, a Bíblia nos ensina que Ele “abandona os homens às suas paixões”.

“Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus; O qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber:

“Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade;

Tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que faz o mal; primeiramente do judeu e também do grego;

(Romanos 2.5-6,8-9)

As palavras que o apóstolo usa para evidenciar o que DEUS preparou para os reprovados no dia do juízo são: ira, indignação, tribulação e angústia. Haverá ranger de dentes, choro e morte para os que se mantiverem rebeldes contra o Senhor, ou seja, os que permanecem em estado de rebelião.

Por trás do nosso mercado evangélico de super estrelas, eventos, shows, danças, atos proféticos, nações para Cristo, congressos de relacionamentos e gerações extravagantes, continua o mesmo cenário cósmico que Jesus veio mostrar: haverá um juízo. Muito em breve, estaremos todos diante do tribunal de Deus.

A única coisa que nos separará da maldição e fogo eterno será o sangue de Cristo.

Faço coro com os pregadores do passado: ainda que esse assunto seja escondido nas gavetas do nosso evangelho vendido, o inferno não está longe.

Ouçamos as palavras de Cristo enquanto Deus ainda não nos abandona às nossas paixões: arrependa-mo-nos. Mudemos de vida. Assumamos nossa imundície diante do Senhor, humilhe-mo-nos e imploremos por perdão. Deus não precisa de nós, nós é precisamos dEle. Busquemos o Senhor enquanto Ele ainda pode ser encontrado.

Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.” (Mateus 24.42)