O sacrifício mais difícil

De repente, o amor sobre o qual conversamos
e cantamos se torna real

“Abraão, solte a faca!”, clamaram os céus. “Não faça nenhum mal ao garoto, pois agora sei que você realmente teme a Deus. Você não me poupou nem mesmo seu filho amado”. Depois encontraram nos arbustos um carneiro para sacrificar. Todos conhecem esta história, ouvimos desde pequenos.

Houve um carneiro para Abraão, mas onde estava o cordeiro para Deus? O Filho de Deus estava na cruz, pregado no madeiro, mas não houve um carneiro preso nos arbustos dessa vez. Nenhuma saída, nenhuma provisão, ali estava o único Filho que Deus tinha. Deus preparou substitutos para os pais, mas quando seu momento chegou, não havia nenhum. Seu Filho era o cordeiro, o carneiro preso nos arbustos por mim e por você.

Jesus havia clamado ao Pai na noite anterior, pedindo que arranjasse outra maneira de realizar aquilo. Mas não havia outra maneira. Precisava ser assim, o Pai já havia decidido seguir em frente antes do início do tempo.

“Meu Deus, por quê me abandonaste?”. Isaque nunca foi abandonado, mas Jesus foi. Esquecido. Isolado. Deixado sozinho entre os homens para morrer uma morte lenta, dolorosa e humilhante. O carneiro preso nos arbustos.

Confesso que tenho dificuldade pra entender. Mas eu sei que o sacrifício de Cristo é algo que precisa surgir pela fé. Deus não pediu que eu entendesse, pediu apenas que eu cresse, que eu olhasse para Ele, que foi sacrificado e cresse. Talvez, quando eu for pai, consiga entender um pouco melhor o sacrifício, imaginando que não exista nada nesse mundo que seja mais difícil para um pai do que ter que sacrificar o próprio filho, como Deus pediu a Abraão.

Ele não poupou o seu próprio Filho, por mim e por você. De repente, o amor sobre o qual conversamos e cantamos se torna real e acessível, através do cordeiro preso nos arbustos, esperando pela hora de ser sacrificado em favor da humanidade.

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