Os caminhos, as verdades e as vidas

Confesso que nunca li o livro “50 tons de cinza”, nem assisti o filme.  De qualquer forma, é muito improvável que qualquer ser humano minimamente conectado saiba do que se trata 50 tons de cinza. A tônica sexual do livro lança luz a uma pergunta que, à cultura atual, parece ser inquietante: existe um padrão correto?

Pode ser que você tenha deixado de perceber o que realmente está sendo debatido. Mesmo que, como eu, não tenha tido contato direto com o conteúdo, ainda assim fica clara a problemática trabalhada.

Ao tratar de sexo dentro de um contexto considerado “tabu” pela sociedade, a ideia básica – com base em entrevistas dos produtores e comentários diversos – é mostrar que há mais coisas a se experimentar do que o chamado “convencional”. Não cabe a ninguém julgar o certo e o errado. Cada um, dentro da cosmovisão pessoal construída, decide o que é bom pra si ou não.

O que é mais icônico é o título. Consta que a autora disse ter definido o nome por não existir a necessidade da escolha do “preto ou branco”. O que há, na verdade, são tons variados dessa mistura. Logo, entre o 8 e o 80, existem várias possibilidades igualmente válidas.

Será esse o discurso bíblico? Será que existem diferentes tons? Há diversas categorias? Opções válidas entre um extremo e outro?

Em algumas categorias, sim. O próprio processo de santificação é uma caminhada constante. A bíblia nos ensina a crescer na fé, a buscar a estatura do homem perfeito (Jesus) e nos diz que há pessoas mais maduras e outras menos, no processo desta mesma fé. Tudo isso envolve, em certa medida, diferentes categorias e graus.

Mas a grande disputa e classificação se resume a “preto ou branco”: salvo ou não salvo, filho ou criatura. Ainda que existam escopos da vida cristã que contemplem fases, a questão última e de maior importância não permite meios-termos: ou temos nosso nome escrito no livro da vida ou morreremos eternamente.

Bodes e cordeiros: “E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.” Mateus 25.32-33. Os cordeiros ouvirão de Jesus: “vinde benditos de meu Pai”. Os bodes, “Apartai-vos de mim, malditos”.

Joio e trigo: “Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.” Mateus 13.30. O joio, simbolizando os perdidos, será colhido para ser queimado. O trigo, simbolizando os justos, irão para o celeiro de Jesus.

Carne e espírito: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. João 3.6”. Jesus, ensinando a Nicodemus, afirma que só há duas categorias de homens: os que são nascidos da carne e os que são nascidos do Espírito.

Nossa época é de frouxidão dos limites. É difícil saber onde uma coisa começa e outra termina porque “definição” não está em alta. 50 tons de cinza é o clamor do mundo. Não existe preto e branco.

Só que, diante do julgamento final de Deus, só há duas respostas possíveis: vida ou morte.

Não existe meio-crente. Não existe quase-salvo. Qualquer “meio” ou “quase” significa perdição. Só há duas portas – a larga ou a estreita. Ou se trilha o caminho da salvação ou o da perdição. Não se engane! É necessário estar debaixo da cruz de Cristo.

Somente os comprados com o sangue que depositam sua confiança apenas nos méritos de Cristo é que podem estar seguros de fazer parte do Espírito, trigo e ser cordeiro.

Haverá um dia de retribuição. Se você ainda não faz parte desse povo, arrependa-se! Esse convite é pra você. Venha a Cristo e seja salvo.

Ou você é preto, ou é branco.