Os números da vida – por Fábio Silva

Existem níveis de viver. O primeiro nível podemos chamar de sobrevivência, isto é, a pessoa não vive, apenas existe, e cada dia vencido é uma grande batalha ganha. Para estas pessoas, a expressão “pão de cada dia” é literal. Recentemente a internet mostrou que se fosse possível reduzir a população do mundo a uma vila de 100 pessoas, respeitando as proporções do povo no mundo atual esta vila seria assim:

57 asiáticos, 21 europeus, 14 norte americanos (norte, centro e sul) e 8 africanos.
52 seriam mulheres 48 homens.
70 não brancos e 30 brancos.
06 pessoas possuiriam 59% da riqueza do mundo.
80 viveriam em casas inabitáveis.
50 sofreriam de desnutrição.
01 teria computador e 01, apenas 01, teria formação universitária.

Sendo assim, leve em conta que, se você acordou hoje mais saudável que doente, tem mais sorte que aproximadamente um milhão de pessoas que não verão a próxima semana. Se nunca experimentou o perigo de uma batalha, a solidão de uma prisão, a agonia da tortura, a dor da fome, sede, tem mais sorte do que 500 milhões de habitantes do mundo. Se você tem comida na geladeira, roupa no armário, um teto sobre a cabeça e um lugar quentinho para dormir, considere-se mais rico que 75% das pessoas do mundo. Se tiver dinheiro no banco, na carteira ou um trocadinho em algum lugar, considere-se entre os 8% das pessoas com melhor qualidade de vida no mundo.
Ou seja, considere-se alguém que vive e não que apenas sobrevive.