Santidade

Recordação ou remissão de pecados?

Hb 10:1-4; 10-18

Nos dias atuais muito tem se falado de fé, religião, tolerância, e enfim, uma vida para os outros. Isso parece muito com o evangelho e com a demanda que este exige em relação a vida de santidade. Pois bem, parece muito, mas pode não ser. Uma vez que a santidade do evangelho de Cristo não se mede e nem se concebe por meio de obras e sentimentos, é como a salvação, só pode ser alcançada por meio da Graça.

Na verdade desconfio que isto seja mera religiosidade, legalismo e uma tentativa comercial de materializar a experiência com Deus, a fé e a santidade que Bíblia nos ensina. Buscar rituais de prosperidade, estabilidade, curas e etc, é uma forma de tornar medíocre o sacrifício de Cristo naquela cruz. É fazer recordação dos pecados (Hb 10:3). Quando tentamos barganhar uma benção por meio das indulgências modernas, induzidas pela máscara de sacrifícios em busca de benefícios, ou fazemos campanhas e determinamos nossa vitória, como se fosse Deus o servo e não nós, estamos pormenorizando a mais perfeita de todas as bênçãos, a salvação e oportunidade de viver com o Nosso Deus nesta terra corrompida.

Fazer recordação dos pecados é viver os elementos do velho testamento como sendo novos e complementares da nova aliança, quando na verdade não precisamos mais da arca, do véu ou sacrifícios para entrar no Santo dos Santo, pois no Sumo sacerdote Cristo, recebemos de uma vez por todas o grande prêmio e o melhor desta terra, que é a remissão dos pecados (Hb 10:18), que nos torna de uma vez por todas santificados por meio d’Ele. Essa maravilhosa dádiva apaga o escrito de dívida que era contra nós, e deve, portanto, gerar em cada cristão genuíno o desejo de viver uma vida de Santidade que honra e dignifica a Deus nosso Pais, que ressuscitou a Cristo dentre os mortos e no qual por meio do Espírito Santo temos Paz.

Então, podemos concluir que como Igreja de Cristo temos o dever de viver uma vida que agrade somente a Deus, que compreende a nova aliança feita na cruz, a mesma que torna tudo novo e como o auxílio do Espírito Santo nos impele a vida de santidade, negando os prazeres da carne e vivendo a busca constante da suficiente presença de Deus, sendo esta mesmo quem nos santifica para agradarmos aquele que nos chamou.

Por isso, o convite à santidade é o mesmo que uma permissão dada para nos aproximarmos d’Ele com sincero coração, purificados da má consciência e lavado o corpo com água pura…

Não sejamos meros religiosos, busquem a Deus em oração com um desejo enorme de agradá-lo e sentindo repulsa a cada pecado cometido, seja comprometido e fiel ao Amor com o qual nos amou Jesus! Seja santo como Ele é santo, ele conquistou esse direito pra nós. Pregue o evangelho sempre, com amor.

Pr. Rui Damasceno