A vivência do conhecimento de Deus

Não existe conhecimento de Deus sem
a prática do amor ao próximo

Em Efésios capitulo 4, o apostolo Paulo nos convoca a viver de modo digno da vocação que em Cristo recebemos. Essa é uma vivencia extremamente prática e que não deveria, sob hipótese alguma ser deixada de lado, ou ser subvalorizada.

Este alerta do Apóstolo, tanto quanto antes, se faz atual. Vivemos num geração imersa no engano e na confusão que teoriza muito e pratica pouco, que pensa em seus próprios interesses e não de acordo com a Fé. Fé esta que compele aqueles que verdadeiramente vivem em Cristo a viver de modo surpreendente, e isso de tal forma que todos percebem a força do Amor que transforma vidas através de uma vida piedosa para si e para os outros de modo que glorifica a Deus por atos de amor ao próximo.

Viver de modo digno, como sugerido na Carta aos Efésios, implica na comunhão de dar suporte amoroso aos que estão próximos a nós, lutar pelo vínculo da paz e pela a unidade do Espírito Santo. O problema é que o nosso mundo aprendeu a naturalizar o egoísmo e nós, crentes, vivemos neste mesmo mundo. Nosso egoísmo muitas vezes se traveste de desculpas bem organizadas que nos impedem de admitir que não enxergamos os nossos defeitos e as carências dos nossos irmãos. Viver de modo digno é viver na comunidade dos santos, é buscar estar junto da “Família da Fé” cuidando dos órfãos, das viúvas e dos necessitados de dentro e de.

O evangelho é a própria vivência do conhecimento de Deus e não existe conhecimento de Deus sem a prática do amor ao próximo, ou que segue as tradições humanas. A vivência do conhecimento de Deus é a prática da palavra, a fé nestas palavras. E esta gera em nós compromisso com Deus, com a comunidade local e muito enfaticamente com os perdidos.

Portanto, como podemos pensar em uma vivencia do conhecimento de Deus quando estamos andando segundo nossos próprios interesses, se amamos o nosso conforto independente da situação de um irmão, se valorizamos todos os empecilhos a nossa comunhão, se nos desconhecemos uns aos outros. O mundo clama por nós, por nossos atos de amor que manifestem a Glória de Deus e não a prosperidade dos ricos e das conveniências humanas.

A vivência do conhecimento de Deus precisa ser real em nós, presamos ver a Cristo em cada esquina e dentro de casa, pairar na prática do amor não fingido, andar a segunda milha, dar mais a outra face, resistir ao dia mal, ter bom ânimo e vencer junto com os outros as aflições do presente século mal.

Então a vivência do conhecimento de Deus consiste necessariamente em estarmos juntos atendendo a necessidade espiritual do mundo através do amor entre e nós e com os outros.

Vivendo amando e comungando e teremos uma vivência prática do conhecimento de Deus. Que Deus nos abençoe e preguemos o evangelho sempre.

Com amor, Pr. Rui Damasceno.