A história dos relacionamentos

Começa assim: Um dia, o garoto vê seus pais juntos e se pergunta o que seria aquela relação entre duas pessoas que ora parece ser um doce e ora parece ser loucura.

Com a chegada dos anos, ele percebe que chamam aquela estranha relação de: Casamento. No entanto, parece algo distante da sua realidade no momento, ainda tem muito que caminhar para isso.

Quando começa a florescer suas primeiras sensações, os hormônios mandam recados ao cérebro e seus olhos automaticamente já não olham com o mesmo afinco para os videogames e, cada vez mais, atentam para uma criatura quase que diferente dele: um ser de temperamento esquisito e, por vezes, até imprevisível chamado de mulher. Na verdade, ela sempre esteve ali, mas ele ainda não tinha a observado com tanta aplicação.

Em seu instinto nada extinto, ele percebe que, de alguma maneira, necessita unir-se a ela. Nesse momento, lembra-se daquela interação romântico-dramática que seus pais viviam. Começa a saga da repetição. Começa aí o jogo da atração.

Ela, porém, precisa de mais que olhares intencionados e beijinhos escondidos em um canto escuro qualquer. Ela necessita mesmo é de alguém que lhe dê um suporte de amor e que a faça sentir-se viva como nunca antes. Ela, ao contrário dele, já sabe muito bem o que é um casamento e não só isso, mas até talvez já tenha planejado cada detalhe em sua cabeça ironicamente complexa e organizada.

Os pelos da moça arrepiam-se quando ele chega perto e mexe em seus cabelos. Admirada, ela se deixa ser iludida pela paixão que sussurra aos seus ouvidos que ela também precisa dele. O jogo já está na prorrogação.

Ele é obrigado a abandonar algumas velhas práticas e ter que se contentar com os filminhos da Jennifer Anniston, tudo para ver a covinha escondida em suas bochechas levemente rosadas. Ela prefere as noites intermináveis debaixo de um cobertor.

O dinheiro que antes era todo gasto com maquiagens, bebidas, couverts e vestidos, agora já começa a apresentar outros destinos. Os dois descobrem a cada dia mais o seu próprio estilo de vida. Descobrem-se pertencentes um ao outro. E isso os torna felizes o suficiente.

O “Tornaram-se felizes para sempre” deixa de ser um jargão bem usado e tudo faz mais sentido no “Escolheram ser Sempre feliz”.

Este texto pertence ao projeto Casal do Blog! Curta!