A alegria da espera

O texto de hoje é um prato cheio para os liberais. Portanto, antes de começar, gostaria de colocar as bases – os pressupostos – que vão nortear toda a minha argumentação. Hoje quero provar que a Bíblia, claramente e sem sombra alguma de dúvidas, reserva o relacionamento sexual para o contexto do matrimônio. Não há qualquer outro contexto em que duas pessoas podem ter intimidade sexual.

Para isso, argumento com as seguintes premissas:

(1) A Bíblia é a Palavra revelada de Deus e o Espírito Santo, através do Seu poder, preservou-a em sua totalidade a nós isentando-a de falhas;

(2) ainda que existam poucas adequações culturais, os princípios morais que norteiam a Bíblia continuam de geração em geração;

(3) só a própria Bíblia é capaz de refutar e anular um mandamento.

Portanto, gostaria de analisar quatro textos que escolhi dos milhares que apontam sem dúvidas que o sexo é reservado somente para os casados:


 

“Se um homem seduzir uma virgem que ainda não tenha compromisso de casamento e deitar-se com ela, terá que pagar o preço do seu dote, e ela será sua mulher.” (Êxodo 22:16)

Aqui Moisés, muito antes de Jesus e Paulo entrarem na história, no princípio da lei de Deus mostra o papel do casamento. Note que o texto fala em “seduzir”. Ou seja, a virgem consentiu. São duas pessoas apaixonadas que desejam praticar o ato. Mas mesmo assim, por terem praticado sexo, o homem deve pagar o dote validando o contrato do casamento e a mulher se torna sua esposa. Sexo deve ser feito dentro do casamento.


 

“Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente”. (Mateus 1:18-19)

Essa passagem é como cristal pra mostrar qual era a cosmovisão de um judeu à época do nascimento de Jesus. José sabia que não havia tido relações com Maria mesmo esta já estando prometida a ele em casamento. Com a gravidez a quis deixar. Ou seja, é óbvio que, para o entendimento geral, sexo era proibido a solteiros e uma gravidez antes do casamento era sinal de vergonha e desonra. Se você fosse um judeu, saberia que sexo deve ser feito dentro do casamento.


 

“Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.” (Gênesis 2:24)

Essa análise é, essencialmente, gramatical. Muito do nosso estudo bíblico se faz dessa forma. Não posso me estender muito, mas quero chamar atenção à construção: primeiro o homem deixa seu pai e sua mãe e depois se une a mulher pra ser uma só carne. Deixar pai e mãe é exatamente a ideia de casamento que antecede o unir-se em uma só carne. Sexo deve ser feito dentro do casamento.


 

“Mas, se não conseguem controlar-se, devem casar-se, pois é melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo.” (1 Coríntios 7:9)

Por fim, o apóstolo Paulo falando aos solteiros diz que é melhor não casar, se assim for possível, para se dedicar somente à obra do Senhor. O “se assim for possível” se refere ao dom do celibato, ou seja, só é possível quando o próprio Deus permite. Para todas as outras pessoas, o casamento é incentivado uma vez que ardem em desejo. Novamente, qual a única forma de dar vazão ao desejo? Casando-se. Sexo deve ser feito dentro do casamento.


 

Sempre – eu digo SEMPRE – vamos achar uma desculpa pra pecar. Se não quisermos ver, acharemos interpretações que validem nosso pecado.

Mas ore ao Pai. Se você é cristão e quer agradar a Deus apesar dos seus desejos, ore e peça a Ele que se revele a você. Não procure base pra o comportamento que você já escolheu. Procure na Palavra a verdade do que Deus preparou pra você. Ele o levará a santidade a alegria em cumprir sua vontade.

Soli Deo gloria.