Esvaziando as gavetas

Não tenho nada em meu coração, já o inspecionei!
Estou sem nenhuma bronca! Não tenho nada contra, só…

Podemos não querer, podemos não desejar, podemos não acreditar, mas nosso coração é enganoso e desesperadamente corrupto. Com muito mais frequência que pensamos ele se arma, cria laços e nos aprisiona dentro de nós mesmos. E o pior de tudo, nos acostumamos e acreditamos que somos assim mesmos. Deus me fez assim! Deus nos fez perfeitos, “mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de pecado” (Rm 7:8) que nos engana e nos mata. Muitas vezes não nos apercebemos das armadilhas que se criam dentro de nós, e isso ocorre muito dentro dos relacionamentos mais íntimos. Marido e mulher, pais e filhos, juntas de companheiros e discipulados.

O inimigo quer destruir tudo que aponta para Cristo.

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações.” (Jr 17:9-10)

Necessitamos deixar que o Senhor esvazie as gavetas de nossos corações. Precisamos nos arrepender e perdoar. Não podemos acumular nem somar diferenças e problemas. As broncas devem ser perdoas e os pecados arrependidos e confessados. Não posso esperar que o outro mude, perdoe ou se arrependa. Porém posso fazer a minha parte e amontoar brasas vivas sobre a cabeça do outro, vencendo o mal com o bem (Rm 12:20-21).

Se fizermos isso com frequência, teremos um coração arrumado sem nenhuma necessidade de “faxinas”. Os nossos relacionamentos fluirão naturalmente. Casais sempre se ajustarão, o amor será notório a todos. Pais e filhos romperão com a mentira da barreira das gerações, serão como amigos verdadeiros que se superam sempre. Irmãos serão mais que amigos, sempre se defenderão. Cada um servindo ao outro. Tudo isso porque… “Salvou-se a nossa alma, como um pássaro do laço dos passarinheiros; quebrou-se o laço, e nós nos vimos livres. O nosso socorro está em o nome do SENHOR, criador do céu e da terra” (Sl 124:7-8).

Texto de Sérgio Avillez. Acesse pelamanha.com.